grite o silêncio

O Desamor não pode ser fatal! :)
Karoline Lima. Tecnologia do Blogger.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Joguei pro alto!

Sabe quando preferimos o silêncio? Quando preferimos ficar em casa? Colocar os pensamentos e sentimentos em ordem? Então, ultimamente isso resume o que eu venho tentado fazer. Pedi vários conselhos a minha consciência, mas a única coisa que ela grita é “Você só está querendo provar pra ele que o esqueceu. E isso não é esquecer, você sabe”, não dou ouvidos, finjo nem ligar como se eu tivesse que fugir de mim mesma, será o meu eu a minha grande fraqueza? Parece que só consigo enxergar o meu lado mais fraco, a minha recaída, mas eu sei que tudo mudou, só não quero admitir isso ou dar adeus a uma pulga que ficou sempre atrás da minha orelha. O tempo passa, pessoas mudam, pessoas cansam. Eu cansei. Uma hora todo mundo cansa. Eu tive que aguentar muito peso, muita história, muita indiferença pra saber o que realmente eu estava encarando. Meu grande problema era que por mais que eu lutasse pra não pensar nele, eu não lutava para esquecê-lo, talvez seja isso mesmo, eu sempre vejo os homens do jeito que eu quero ver. A verdade é que eu acho que esperei tanto do futuro, que já virou até passado, sabe? Hoje eu sei que não quero voltar a viver de detalhes, de sinais, tô até pensando em dar uma segunda chance... Pra mim mesma, é claro. Quer saber? Chega de conselhos, chega de palavras. Tanto faz. Joguei pro alto!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Igual a todo mundo.


Foi mantendo cada coisa no seu lugar que percebi nem tudo ficará lá pra sempre. Pessoas mudam, são substituídas e substituem. Todo mundo, com o tempo, vai encontrando pessoas melhores, caminhos melhores, e vão consequentemente abandonando o que um dia já foi importante. Eu que me julgava diferente demais pra esquecer o que me fazia feliz, fui forçada a mudar. Um dia resolvi ser assim, igual a todo mundo. Esse “todo mundo” que eu sempre achei cruel demais, frio demais, insensível demais, me fez ver que se importar demais com pessoas me torna ingênua. Não que isso seja bom, muito pelo contrário. Ingenuidade pode ser um grande defeito quando não se sabe as horas de se julgar mais importante do que as outras pessoas. É que eu aprendi que, não importa o quanto eu me importe, algumas pessoas simplesmente não se importam.

Um dia me apaixonei por uma cara que era só mais um. Ele me olhou e teve a certeza que eu era diferente das outras, pena que ele estava só acostumado com as outras e não soube o que fazer, talvez porque, de todas aquelas meninas, eu era a única mulher. E assim como todo mundo, ele me deixou passar.
Agora eu sou assim, igual a “todo mundo”. Todo mundo mente, todo mundo finge, todo mundo substitui. O que era amor virou indiferença... das grandes! O pior já passou, então eu relaxo. Agora é só questão é costume. Aliás, questão de honra. Quando eu acordo eu enfio o dedo na cara do meu dia e digo: Hoje eu vou ser feliz como todo mundo, deixo pra me arrepender ou me magoar outro dia, outro amanhã, hoje não!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Me perdeu.

Sou do tipo de menina certa que procura a atenção do menino errado, idolatro o bandido e desprezo o mocinho. Sabe, eu sempre procurei chamar a sua atenção enquanto tudo o que você queria era chamar seus amigos pra mostrar o quanto eu estava ali caidinha por você. Estava e permaneceria ali por horas, dias, meses, anos. O que eu queria mesmo era que você sentasse do meu lado e me pedisse pra não levantar e ir embora, por que essa sim, seria a minha atitude se você tivesse me levado a sério. Depois de dormir fazendo planos mirabolantes, acordava pensando que ele não valia a pena. É claro que não. E por acaso, quem é que não sabia disso? Quem é que não via isso? Só eu mesmo, eu não via por fingir não saber.
Você passava sem nem ao menos olhar pro lado, e sim, eu ainda estava lá. Te observando e imaginando como seu sorriso indefinido poderia ser tão mais perfeito junto ao meu. A esperança é a última que morre. É a última, mas não é imortal. Brincar tem preço, sabia? A sua bomba estava lá, durante todo esse tempo, eu só não queria admitir isso, porém eu sempre soube que um dia ela estouraria. E estourou, juntamente com a paciência, a admiração e tudo o que você me fez criar sozinha. A partir do momento em que você resolveu, descaradamente e mais do que nunca, brincar comigo, eu resolvi desintoxicar-me do teu veneno, do vício de ti.  Me perdeu, e hora ou outra vai se sentir perdido por isso. Daqui uns meses vai sentir como se lhe faltasse parte do sorriso que eu tanto quis completar.
Sinto muito, mas eu não vou rastejar por você. É que eu aprendi que quanto mais perto do chão se está, mais fácil fica pra pisar, né?
Eu que sempre soube de todos os seus passos, te seguindo e literalmente correndo atrás de você, pela primeira vez, tive uma certeza: Deixei de saber. Deixei de procurar motivos em todas as partes para estar perto de você, sabendo que, o único verdadeiro motivo era a minha vontade de estar lá. Desacreditei do amor, embora eu fosse movida por ele. Ou pela abstinência dele. Aquela era a hora em eu me forcei, mesmo sem vontade, a buscar novas razões. Estranhou né? Não te mandei mensagem a noite e não pedi pra que houvesse retorno.
Ontem te vi novamente. Ontem eu estava diferente. Aliás, eu sempre fui diferente, só você não viu. E como deve te fazer falta um chão pra pisar, hein? Eu não jurei por nada, só declarei a mim mesma: Não haverá mais dias seguintes pra você. 

Ela não sente mais nada.

Finge estar feliz pra não atrair tristeza. Mas o que realmente está sentindo é.. nada! Estranho. Ou nem tanto assim. Esta aprendendo a lidar com o “não sentir nada” pra não sofrer por sentir demais. Amor demais. Afeto demais. Já deu pra ela. Escolhas que a magoaram, amores finitos, amizades pela metade, tchau pra vocês. E olhe, quem esta dando tchau agora não é mais aquela meninazinha que se importava e que chorava por tudo, é, agora, finalmente, a mulher que aprendeu com todos os erros cometidos e todos os erros dos outros que tinham reflexo nela. Ralou muito pra estar falando isso ou pelo menos pensando. Sempre a disseram que não era boa o suficiente pra expor o que estava engasgado na garganta. É sua melhor amiga. É seu maior amor. E vive muito bem se auto-sustentando. Está dando um sai-pra-lá nos seus calos e nas suas lágrimas. É dona do seu coração agora. E única dona, por sinal.

Poderia ser diferente.




Ponho aquela música que me lembra você pra tocar e imagino como tudo poderia ser diferente. Os versos e as explicações que eu procuro para dar sentido a eles me fazem imaginar situações que eu nunca vivi, mas sonhei poder vivê-las um dia. Um dia, não mais. As notas do teu violão me trazem a ironia da vida de querer ser consolada por quem só me magoa. Olha só, o cantor acabou de dizer: “Pra não tocá-lo, melhor nem vê-lo”, e eu me perco no meio do verso em que mais me encontro. O timbre da tua voz me leva a momentos que nunca vivi, mas tenho-os vivos, vermelhos na minha memória. De repente me pergunto o que realmente eu estou vivendo e tento separar os extremos da minha vida. Será mesmo que tudo isso aconteceu? Ou pior ainda, Será que foi apenas a minha imaginação covarde, que me faz sentir na pele dores que nunca senti e embalos que nunca dancei? Crio expectativas onde não tem, crio amores inexistentes e me contento com isso. Vejo esperança cada vez em que olho nos teus olhos, um abismo no qual eu me perco em sensações distintas. Um dia eu te amo, no outro eu te odeio. Talvez seja mesmo alguma espécie de bipolaridade sentimental. Mas assim como todo o resto da história, poderia ser diferente. Poderia ser tudo mais fácil, mais de acordo com a música que toca nas novelas, mais de acordo com os livros românticos que fazem um mundo acreditar no amor. Porém, repentinamente me recordo da música que está tocando nesse momento, como plano de fundo de uma história sem fim, e percebo o que eu já havia percebido, mas não queria admitir: “Já não consigo não pensar em você”.

Nadinha mesmo.

Hoje eu parei para pensar em mim. Parei para observar no que me tornei… e no que meio sem ritmo, vou me tornando. Não por que eu quis, mas sim por que precisei. Precisei me tornar uma pessoa mais fechada. Talvez esse fosse realmente o problema: ser exposta demais, verdadeira demais, acessível demais. Olha, no começo de tudo doeu ficar sem sentir nada. Mas eu consegui né. Hoje eu não sinto nada. Estou agora, rodeada de caras aguados para me ter em mãos. Loucos para me lotar de amor, cortejos do qual não sei onde guardar, e olha: nada. Nadinha mesmo. Nem pena de mim eu consigo mais sentir. Meu amor era lindo, mas ninguém sabia aproveitar, ninguém acolhia ele. Todo mundo só maltratava o bichinho. Ninguém mais vai abusar do meu coração, pelo simples fato de que eu não tenho mais coração nenhum.

Um recado Dele.


“Ei menina, você é linda, se ele ao menos imaginasse o que você já fez por ele… Você é tão forte, eu te admiro menina! Agora você não está só, aliás, você nunca esteve, você quis estar. Você quis sofrer, você quis se sentir rebaixada, e tudo isso só pra ele sentisse pena de você e, finalmente voltasse. Menina, agora sinta um beijo meu na sua testa, sinta o carinho que eu tenho por você. Sinta a minha vontade de que você seja feliz. Viva, menina! Viva e não deixe que ninguém alcance o impossível por você, não permita-se abater por qualquer pessoa que seja, não sinta-se sozinha, quando precisar de um amigo, não mendigue companhia, eu estarei aqui. Deite-se, feche seus olhos e pense em mim, que eu estarei disposto a te ouvir e apanhar tuas lágrimas. Nunca sinta-se desamada! Amor é o que eu mais tenho para te oferecer, menina! O amor que eu tenho por ti é tão grande que, pessoa alguma já ousou imaginar. Queira me amar, queira me procurar e estar comigo. Queira me ouvir, queira me sentir. Agora menina, durma. Não por vontade, mas sim por necessidade. Menina, nunca encoste a sua cabeça no travesseiro com ódio no coração, isso te faz mal. Coloque tudo em ordem, esclareça o que deve ser esclarecido, mas tudo isso antes de dormir. Durante o sono eu vou te renovar. Vou renovar todo o seu corpo e colocar esperanças novinhas em folha dentro do teu coração. Vou te encher de amor, vou te dar vontade de ser uma pessoa melhor. Vou limpar todo o mal que você respirou hoje e vou fazê-la esquecer de tudo que te ofendeu. Agora menina, eu quero que você saiba que eu te amo, e que eu só quero o teu bem. Hoje, enquanto você estiver dormindo, vou te mostrar que você é única e que não há nesse mundo outra pessoa além de você que possa mudar sua própria vida. Com carinho, Deus.”