Sabe aquele
tipo de pessoa que você sabe que, de alguma forma, em algum dia, ainda vai te
chamar de Meu Amor? É estranho sentir um tipo de ligação com alguem que nunca ao
menos encostou em você ou disse uma palavra que te desse esperança, e eu acho
que é isso que me faz acreditar que não é algo da boca pra fora. É estranho, é
bom e ruim. Eu não consigo me desligar de alguém que eu não vejo há dois anos e
que mesmo quando eu o via, ele nem ao menos me lançou um olhar, quem dirá uma
palavra. Eu queria que fosse difícil alimentar essa esperança que só cresce
dentro de mim, mas não. É algo que cresce naturalmente e que, provavelmente,
vai me esgotar um dia. Por que eu sempre soube que eu amaria sozinha. Que eu
queria sozinha. Inclusive você tem alguém hoje e me parece feliz, realizado. Eu
gostaria de não ser tão egoísta e me sentir feliz por isso, mas não dá pra não
te imaginar sorrindo assim comigo. Deveria ser comigo, mas eu não me perdoaria
em não te fazer feliz como ela parece te fazer. Logo eu que sempre fui tão
orgulhosa, largaria mão da minha essência por você. E eu não sei se isso seria
certo, mas não vejo maneira de algo relacionado a você dar errado. Eu apostaria
todas as minhas fichas por você, e mesmo perdendo, eu teria tentado se você me
permitisse. Eu sinto que um dia você vai me olhar nos olhos e dizer que sentiu
e sente o mesmo que eu, e que toda essa demora veio por causa daquela sua
charmosíssima timidez. Sabe, eu fico procurando desculpas pra que você não
tenha me procurado, porque admitir que foi simplesmente por que você não
gostava de mim dói muito. Que seja daqui a cinquenta anos ou daqui a uma
semana, me procure. Nem que seja pra dizer que eu sou uma louca desequilibrada,
que eu sou doente e que eu preciso de tratamento. Logo eu que nunca fui muito
chegada a Chico ou a Paralamas, te pediria assim, como quase um apelo: Fica
comigo?
domingo, 13 de outubro de 2013
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Aquilo que eu senti hoje.
Eu sei lá do que eu quero falar, Zé! Não tenho mais
inspiração nem paciência como alguns poucos anos atrás! Não tenho paciência pra
falar de corações partidos ou alguma outra coisa que todo mundo anda falando
por ai. To achando tudo tão imaturo agora. Será que eu tô amadurecendo rápido demais?
Sei lá Zé, me ajuda. Eu só quero sentir mais vezes aquilo que eu senti hoje.
Não sei explicar ou dá nome a coisa. É coisa da alma, Zé. Sentir o sol no rosto
e no cabelo, deixando o último mais claro como se o sol se apossasse dele.
Fechar os olhos e sentir o vento no rosto, no cabelo, entre os dedos... Sabe
Zé, aquele clima de ar condicionado e seriedade não me agrada não. Sou do mato
mesmo. Ou do mar. Quero tirar onda do que e de quem me deixa triste, quero
correr de tudo o que me aflige. Seja aqui dentro ou lá fora. Quero correr na
areia sem me importar se vai tá estragando as unhas caríssimas que aquela
manicura me cobrou. Sei lá, acho que não fui feita pra sociedade não, Zé. Essa
pressão de pré-vestibular ta me deixando maluca, então desconsidere minhas
besteiras, meu amigo. Eu só queria uma vidinha menos estressante, menos
coisificada, menos estude-pra-ter-dinheiro-e-ser-alguem-na-vida. Uai Zé, e eu
sou ninguém, por acaso? Num sou não! Eu tenho nome, sobrenome e personalidade.
Muita personalidade, por sinal. Quero viver do meu jeito, fazer o que eu quero.
Olhe, tá aí uma coisinha que eu não gosto é de gente me dizendo o que fazer ou
me dando ordem. Eu rodo a baiana, a pernambucana, a cearense e tudo o que for
de mulher arretada. Quero aquela liberdade que eu senti hoje de manhã. Aquela
sensação de que tudo na vida tá onde deveria estar, e o que ainda não tá, vai
chegar logo logo. Aquilo foi quase uma personificação da paz. Eu quase a vi. Juro,
Zé. Eu quase senti uma mão divina me acariciar a face e me dar um beijo de “tenha
um bom dia”. E tive. Tive mesmo... Hoje eu acreditei em mim, Zé. Acreditei que
eu sou boa o bastante pra viver só de mim. Acreditei que eu posso me permitir
ser amada por alguém além de mim e que posso continuar sendo eu mesma
apesar disso. Não preciso mudar pra
agradar ninguém, acredita, Zé? Quase inacreditável mesmo! Quem diria que alguém
um dia iria se apaixonar pelo meu jeito chato e irritante de gostar de alguém?
É quase piada pros meus ouvidos, que por sinal, estão agora escutando uma ótima
musica que diz “Não, não chores mais.”. É claro que eu não choro, Zé! É claro
que não! Eu consigo sentir quem eu sou agora, e poder ser eu mesma é quase tão
bom quanto sentir aquilo que eu senti hoje. É sereno. É doce. É infinito.
sábado, 15 de dezembro de 2012
Um sincero Feliz Ano Novo.
O mundo é melhor nos finais de ano. Sério, todo mundo tenta
ser uma pessoa melhor nos últimos dias de dezembro como se tudo de ruim que foi
feito do começo do ano até o fim pudesse ser apagado com alguns poucos dias de
“sou a melhor pessoa do mundo”. Algumas pessoas vão me julgar por isso, mas é a
mesma coisa que acontece quando se vai a igreja: Lá você reza, pede perdão por
todos os pecados, mesmo com o coração cheio de coisa ruim você se vê no direito
de falar com Deus pra depois, quando sair da igreja, continuar cometendo todos
os mesmos erros de antes, sem se arrepender ou corrigir nada do que já havia
sendo feito. Já parou pra pensar que, se nós fossemos as mesmas pessoas que
somos durante o final do ano, o mundo poderia se ver livre de guerras, de
preconceitos, de ódio?
O que eu quero dizer é que, não adianta você ficar
prometendo mil coisas se não tem a intenção de cumprir. Não adianta desejar um
“Feliz Ano Novo” se o próximo ano continuará sendo como o velho. Não adianta
ser alguém melhor apenas na reta final, entretanto, mesmo que você não possa voltar e
mudar o que já foi feito no início do ano, todo ano é um novo começo, uma
nova chance, uma folha em branco que no final do ano vira um livro, e afinal,
porque os finais felizes só devem vir no final, quando eles podem se
transformar em começos, meios e enfim finais felizes?
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
O que eu quero.
Eu estou perdida. Literalmente. Pra falar a verdade muita
gente usa “literalmente” sem saber o significado real ou como aplicar a alguma
situação, mas eu sei e repito: Estou perdida. Não pertenço a esse lugar e estou
cada vez mais certa disso. Não nasci pra viver em um lugar onde aos dezesseis
as meninas sonham com um namorado que as prendam em casa e que ajam como um
dono ditando o que elas podem ou não fazer e pra onde e com quem elas podem ou
não sair. Não me imagino trancada a alguém. Não nasci pra viver em um lugar
onde os meninos se espelham em caras que têm como objetivo de vida ser bonito
fisicamente, rico e ter qualquer mulher, muito menos em um lugar onde musica é sinônimo de vulgaridade e submissão da mulher.
Eu sonho mais alto. Sempre sonhei. Talvez impossível, que
seja, nunca gostei de coisas fáceis: enjoei e enjoo delas. Eu quero ser
independente. E pra mim independência não significa atingir a maioridade porque
querendo ou não, eu ainda vou depender de alguém pra pagar meu aluguel por
alguns (poucos) anos (sim, eu pretendo sair de casa o mais rápido possível). Eu
pretendo fazer intercâmbio, conhecer idiomas, culturas, lugares, pessoas
diferentes! Quero acordar de manhã em um lugar que eu não saiba pronunciar o
nome e com pessoas desconhecidas, pegar uma bicicleta e sair por aí... ir à
praia, aprender a surfar.
Eu quero conhecer a Grécia! Ah, a Grécia... Sou a única
pessoa que eu conheço que deseja ir a Grécia mais do que à qualquer parque de
diversões famoso. Sei lá, é uma coisa que vem de mim essa minha atração pela
cultura grega, pelo idioma tão cheio de mistérios, pela história, pela força
que o território tem... loucura, coisa de vidas passadas talvez. Quero festejar
até o meio-dia do outro dia e me divertir muito, sem ter alguém pra me dizer o
que eu posso ou não fazer ou dizer, ora, eu não gosto de receber ordens, você
ainda não entendeu?
Eu quero sentir o vento no cabelo e a neve congelando a
ponta no nariz, eu quero voar de asa-delta e nadar com os golfinhos, eu quero
me aventurar! Não me importa se eu vou sair sozinha de debaixo da asa da
família, tem tanta gente no meio do caminho pra eu conhecer e me identificar! Esse é o problema de muita
gente: Não acreditar que o mundo é grande o suficiente para abrir mão de certos
lugares ou pessoas. Não que eu vá esquecer da minha família ou dos meus quatro
ou cinco amigos, claro que não, a diferença entre mim e eles é que eu me acho
suficiente pra abrir mão do meu mundinho monótono e me aventurar no mundo, na
vida. Tem tanta coisa no mundo que a gente nem imagina e fica dizendo que não é
boa ou não é confiável. Tirar suas próprias conclusões da vida é importante,
sabia? Viver é aventurar-se, ter histórias, porque algum dia eu tenho certeza
que alguém vai te perguntar o que você fez de emocionante na sua vida, e bom,
eu já não tenho tanta certeza se você saberá o que responder.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Às vezes me preocupo com o que eu vou levar dos tempos de
escola. Não gosto de ir à aula, não gosto de ser obrigada a gostar das pessoas
que eu tenho que ver todo santo dia. Todo dia é a mesma coisa. Gente chata que
tenta agradar os outros pra parecer mais legal e popular em um lugar que todo
mundo parece ter sido fabricado, é tudo mecanizado e artificial. Cadê a
diferença que eu tanto tento fazer? E o pior é que, quando eu sou eu mesma sem
precisar de mascaras ou de melhores modos ou de mais filtros no instagram ou de
melhores roupas pras festas que acontecem todos os dias eu passo a ser excluída
como se fugir do padrão fosse um pecado dos maiores.
Nunca ouvi minhas irmãs falarem de como era legal ir à
escola, talvez seja de família. Isso tudo pra mim não passa de uma merda de
obrigação.
Começo de ano é tudo lindo demais, todo mundo amigo demais,
sorrisos, bons-dias, abraços e “ai que saudade que eu tava de você”. Fim de ano
é “nós somos uma família e nunca vamos nos separar, seremos amigos para sempre”,
galera, por favor, qual a idade de vocês? Como se a vida no mundo real não existisse
e o tempo parasse para as amizades de colégio. Como se ninguém evoluísse e
conhecesse outras pessoas. Me desculpem se o problema for comigo, mas próximo ano,
se por um acaso eu mudar de sala ou colégio, whatever, todo mundo que eu
convivi por um ano (bosta por sinal) vai se tornar pura e meramente um bando de
desconhecido que eu falei duas ou três vezes pra pedir uma caneta.
Eu odeio fazer uma coisa que no outro dia todo mundo ta
comentando e também odeio pintar o cabelo de roxo e todo mundo me julgar e rir
de mim, mas caralho, o cabelo é meu, o gosto é meu também, e galera, pra
surpresa de vocês, a vida é minha também!
Escola é uma merda. Fim.
sábado, 8 de setembro de 2012
Não era eu.
Com tanta gente ao meu redor falando de mim mas não comigo, olho pra frente e te vejo. Te vejo como um imã que atrai meus olhos. Te vejo como deixei de ver vários por você. Te vejo e você está esperando por alguém que não sou eu. Você me olha e finge não ver. Não demonstra nenhuma reação. É indiferente.. como sempre. Você está na minha frente e eu te vejo esperando por alguém que não sou eu. Eu esperei tanto por você, poxa. Te entreguei meu tempo, minhas chances, minha esperança. Não te entreguei meu amor porque você não quis, mas se bem que eu deixei embrulhadinho pra você me chamar e eu ir te dar todo o amor do mundo feito um cachorrinho. Ela está vindo na sua direção e você parece uma criança ao ver um doce: realizado, feliz. Sabe, como eu queria ser ela agora.. Te dei o mundo e você me deu desculpas, como se nós dois fossemos algo impossível de acontecer. Não era. Está acontecendo aqui, na minha frente tudo o que eu quis pra mim, mas aquela não sou eu. Te vi esperando por alguém que não era eu. Te vi feliz com alguém que não era eu. Te vi beijando alguém que não era eu. Hoje percebi que você esteve mentindo para alguém, e claro, esse alguém sempre fui eu.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Aquele tipinho que toda menina conhece..
A verdade é que eu adoro criticar mas odeio ser criticada... Eu sei eu sei, é hipócrita da minha parte, mas como uma boa ariana, odeio estar errada. Nessa semana me meti em várias confusões, mas não pense que por isso me tornei uma pessoa que adora briga. Eu realmente não me tornei, eu sempre gostei. Não gosto de ver uma coisa errada e aguentar calada, eu falo e falo muito. Cara a cara, olho no olho, e se não der eu falo virtualmente mesmo, o que importa é não ficar no meu canto aceitando tudo o que passa por mim.
Odeio caras que pensam que por terem um pote de suplemento e 80 quilos de músculos no corpo se tornarão interessantes. Muito pelo contrário. Enquanto você tá aí parado em frente ao espelho assistindo a hipertrofia dos seus músculos, parece que esse se torna o centro da sua vida. Pareço radical? Pareço generalizar? Pois é isso mesmo. Direi isso até que me provem o contrário. Falta papo, falta cabeça. Cada vez mais os meninos que eu conheço vão se tornando os típicos meninos de festa: Vê, acha bonitinho e antes que ele abra a boca taca logo o beijo pra não desistir. É, meus amigos, se vocês acham que estão arrasando sinto deixa-los arrasados com tal notícia. Beleza, não vou mentir que dá uma presença a mais o rapaz ter o corpo legal, mas custa deixar os supinos, o whey protein um pouquinho de lado? Talvez eles pensem que têm um corpo tão irresistível que não vai ser preciso muita cabeça pra conquistar as menininhas. E estão certo, estão messsmo! Menininhas não querem conversa, só querem mostrar pras amigas que são boas o suficiente pra pegar um rapaz “cobiçado”. Sentem-se e leiam isso: Mulheres Não Vão Te Suportar Por Muito Tempo. É isso. Prefiro infinitamente um homem engraçado, que saiba manter uma mulher ao seu lado, que tenha uma cabeça legal, uma opinião formada sobre certas coisas do que um cara que de cinco mil tweets, seis mil sejam sobre como o treino dele foi “pesado”.
Falo isso não por que algum dia fui dispensada por algum “marombeiro”, não mesmo, muito pelo contrário. Sou exatamente o tipo de menina que eles desejam: bonitinha e com carinha de burra. Ainda bem que não tenho coragem nem paciência pra conversar com algum deles, quem sabe eles descubram que eu não sou tão burrinha assim né?
Por mim, vocês que façam suas academias, mas por favor não sejam estúpidos, não é só seu corpinho bem definido que importa. Não pensem que nós mulheres somos burras, talvez você que esteja sendo, querido passatempo.
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