grite o silêncio

O Desamor não pode ser fatal! :)
Karoline Lima. Tecnologia do Blogger.

domingo, 13 de outubro de 2013

Fica comigo?


Sabe aquele tipo de pessoa que você sabe que, de alguma forma, em algum dia, ainda vai te chamar de Meu Amor? É estranho sentir um tipo de ligação com alguem que nunca ao menos encostou em você ou disse uma palavra que te desse esperança, e eu acho que é isso que me faz acreditar que não é algo da boca pra fora. É estranho, é bom e ruim. Eu não consigo me desligar de alguém que eu não vejo há dois anos e que mesmo quando eu o via, ele nem ao menos me lançou um olhar, quem dirá uma palavra. Eu queria que fosse difícil alimentar essa esperança que só cresce dentro de mim, mas não. É algo que cresce naturalmente e que, provavelmente, vai me esgotar um dia. Por que eu sempre soube que eu amaria sozinha. Que eu queria sozinha. Inclusive você tem alguém hoje e me parece feliz, realizado. Eu gostaria de não ser tão egoísta e me sentir feliz por isso, mas não dá pra não te imaginar sorrindo assim comigo. Deveria ser comigo, mas eu não me perdoaria em não te fazer feliz como ela parece te fazer. Logo eu que sempre fui tão orgulhosa, largaria mão da minha essência por você. E eu não sei se isso seria certo, mas não vejo maneira de algo relacionado a você dar errado. Eu apostaria todas as minhas fichas por você, e mesmo perdendo, eu teria tentado se você me permitisse. Eu sinto que um dia você vai me olhar nos olhos e dizer que sentiu e sente o mesmo que eu, e que toda essa demora veio por causa daquela sua charmosíssima timidez. Sabe, eu fico procurando desculpas pra que você não tenha me procurado, porque admitir que foi simplesmente por que você não gostava de mim dói muito. Que seja daqui a cinquenta anos ou daqui a uma semana, me procure. Nem que seja pra dizer que eu sou uma louca desequilibrada, que eu sou doente e que eu preciso de tratamento. Logo eu que nunca fui muito chegada a Chico ou a Paralamas, te pediria assim, como quase um apelo: Fica comigo?

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Aquilo que eu senti hoje.


Eu sei lá do que eu quero falar, Zé! Não tenho mais inspiração nem paciência como alguns poucos anos atrás! Não tenho paciência pra falar de corações partidos ou alguma outra coisa que todo mundo anda falando por ai. To achando tudo tão imaturo agora. Será que eu tô amadurecendo rápido demais? Sei lá Zé, me ajuda. Eu só quero sentir mais vezes aquilo que eu senti hoje. Não sei explicar ou dá nome a coisa. É coisa da alma, Zé. Sentir o sol no rosto e no cabelo, deixando o último mais claro como se o sol se apossasse dele. Fechar os olhos e sentir o vento no rosto, no cabelo, entre os dedos... Sabe Zé, aquele clima de ar condicionado e seriedade não me agrada não. Sou do mato mesmo. Ou do mar. Quero tirar onda do que e de quem me deixa triste, quero correr de tudo o que me aflige. Seja aqui dentro ou lá fora. Quero correr na areia sem me importar se vai tá estragando as unhas caríssimas que aquela manicura me cobrou. Sei lá, acho que não fui feita pra sociedade não, Zé. Essa pressão de pré-vestibular ta me deixando maluca, então desconsidere minhas besteiras, meu amigo. Eu só queria uma vidinha menos estressante, menos coisificada, menos estude-pra-ter-dinheiro-e-ser-alguem-na-vida. Uai Zé, e eu sou ninguém, por acaso? Num sou não! Eu tenho nome, sobrenome e personalidade. Muita personalidade, por sinal. Quero viver do meu jeito, fazer o que eu quero. Olhe, tá aí uma coisinha que eu não gosto é de gente me dizendo o que fazer ou me dando ordem. Eu rodo a baiana, a pernambucana, a cearense e tudo o que for de mulher arretada. Quero aquela liberdade que eu senti hoje de manhã. Aquela sensação de que tudo na vida tá onde deveria estar, e o que ainda não tá, vai chegar logo logo. Aquilo foi quase uma personificação da paz. Eu quase a vi. Juro, Zé. Eu quase senti uma mão divina me acariciar a face e me dar um beijo de “tenha um bom dia”. E tive. Tive mesmo... Hoje eu acreditei em mim, Zé. Acreditei que eu sou boa o bastante pra viver só de mim. Acreditei que eu posso me permitir ser amada por alguém além de mim e que posso continuar sendo eu mesma apesar  disso. Não preciso mudar pra agradar ninguém, acredita, Zé? Quase inacreditável mesmo! Quem diria que alguém um dia iria se apaixonar pelo meu jeito chato e irritante de gostar de alguém? É quase piada pros meus ouvidos, que por sinal, estão agora escutando uma ótima musica que diz “Não, não chores mais.”. É claro que eu não choro, Zé! É claro que não! Eu consigo sentir quem eu sou agora, e poder ser eu mesma é quase tão bom quanto sentir aquilo que eu senti hoje. É sereno. É doce. É infinito.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Um sincero Feliz Ano Novo.


O mundo é melhor nos finais de ano. Sério, todo mundo tenta ser uma pessoa melhor nos últimos dias de dezembro como se tudo de ruim que foi feito do começo do ano até o fim pudesse ser apagado com alguns poucos dias de “sou a melhor pessoa do mundo”. Algumas pessoas vão me julgar por isso, mas é a mesma coisa que acontece quando se vai a igreja: Lá você reza, pede perdão por todos os pecados, mesmo com o coração cheio de coisa ruim você se vê no direito de falar com Deus pra depois, quando sair da igreja, continuar cometendo todos os mesmos erros de antes, sem se arrepender ou corrigir nada do que já havia sendo feito. Já parou pra pensar que, se nós fossemos as mesmas pessoas que somos durante o final do ano, o mundo poderia se ver livre de guerras, de preconceitos, de ódio?
O que eu quero dizer é que, não adianta você ficar prometendo mil coisas se não tem a intenção de cumprir. Não adianta desejar um “Feliz Ano Novo” se o próximo ano continuará sendo como o velho. Não adianta ser alguém melhor apenas na reta final, entretanto, mesmo que você não possa voltar e mudar o que já foi feito no início do ano, todo ano é um novo começo, uma nova chance, uma folha em branco que no final do ano vira um livro, e afinal, porque os finais felizes só devem vir no final, quando eles podem se transformar em começos, meios e enfim finais felizes?

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

O que eu quero.


Eu estou perdida. Literalmente. Pra falar a verdade muita gente usa “literalmente” sem saber o significado real ou como aplicar a alguma situação, mas eu sei e repito: Estou perdida. Não pertenço a esse lugar e estou cada vez mais certa disso. Não nasci pra viver em um lugar onde aos dezesseis as meninas sonham com um namorado que as prendam em casa e que ajam como um dono ditando o que elas podem ou não fazer e pra onde e com quem elas podem ou não sair. Não me imagino trancada a alguém. Não nasci pra viver em um lugar onde os meninos se espelham em caras que têm como objetivo de vida ser bonito fisicamente, rico e ter qualquer mulher, muito menos em um lugar onde musica é sinônimo de vulgaridade e submissão da mulher.
Eu sonho mais alto. Sempre sonhei. Talvez impossível, que seja, nunca gostei de coisas fáceis: enjoei e enjoo delas. Eu quero ser independente. E pra mim independência não significa atingir a maioridade porque querendo ou não, eu ainda vou depender de alguém pra pagar meu aluguel por alguns (poucos) anos (sim, eu pretendo sair de casa o mais rápido possível). Eu pretendo fazer intercâmbio, conhecer idiomas, culturas, lugares, pessoas diferentes! Quero acordar de manhã em um lugar que eu não saiba pronunciar o nome e com pessoas desconhecidas, pegar uma bicicleta e sair por aí... ir à praia, aprender a surfar. 
Eu quero conhecer a Grécia! Ah, a Grécia... Sou a única pessoa que eu conheço que deseja ir a Grécia mais do que à qualquer parque de diversões famoso. Sei lá, é uma coisa que vem de mim essa minha atração pela cultura grega, pelo idioma tão cheio de mistérios, pela história, pela força que o território tem... loucura, coisa de vidas passadas talvez. Quero festejar até o meio-dia do outro dia e me divertir muito, sem ter alguém pra me dizer o que eu posso ou não fazer ou dizer, ora, eu não gosto de receber ordens, você ainda não entendeu? 
Eu quero sentir o vento no cabelo e a neve congelando a ponta no nariz, eu quero voar de asa-delta e nadar com os golfinhos, eu quero me aventurar! Não me importa se eu vou sair sozinha de debaixo da asa da família, tem tanta gente no meio do caminho pra eu conhecer  e me identificar! Esse é o problema de muita gente: Não acreditar que o mundo é grande o suficiente para abrir mão de certos lugares ou pessoas. Não que eu vá esquecer da minha família ou dos meus quatro ou cinco amigos, claro que não, a diferença entre mim e eles é que eu me acho suficiente pra abrir mão do meu mundinho monótono e me aventurar no mundo, na vida. Tem tanta coisa no mundo que a gente nem imagina e fica dizendo que não é boa ou não é confiável. Tirar suas próprias conclusões da vida é importante, sabia? Viver é aventurar-se, ter histórias, porque algum dia eu tenho certeza que alguém vai te perguntar o que você fez de emocionante na sua vida, e bom, eu já não tenho tanta certeza se você saberá o que responder.  

sexta-feira, 16 de novembro de 2012


Às vezes me preocupo com o que eu vou levar dos tempos de escola. Não gosto de ir à aula, não gosto de ser obrigada a gostar das pessoas que eu tenho que ver todo santo dia. Todo dia é a mesma coisa. Gente chata que tenta agradar os outros pra parecer mais legal e popular em um lugar que todo mundo parece ter sido fabricado, é tudo mecanizado e artificial. Cadê a diferença que eu tanto tento fazer? E o pior é que, quando eu sou eu mesma sem precisar de mascaras ou de melhores modos ou de mais filtros no instagram ou de melhores roupas pras festas que acontecem todos os dias eu passo a ser excluída como se fugir do padrão fosse um pecado dos maiores.
Nunca ouvi minhas irmãs falarem de como era legal ir à escola, talvez seja de família. Isso tudo pra mim não passa de uma merda de obrigação.  
Começo de ano é tudo lindo demais, todo mundo amigo demais, sorrisos, bons-dias, abraços e “ai que saudade que eu tava de você”. Fim de ano é “nós somos uma família e nunca vamos nos separar, seremos amigos para sempre”, galera, por favor, qual a idade de vocês? Como se a vida no mundo real não existisse e o tempo parasse para as amizades de colégio. Como se ninguém evoluísse e conhecesse outras pessoas. Me desculpem se o problema for comigo, mas próximo ano, se por um acaso eu mudar de sala ou colégio, whatever, todo mundo que eu convivi por um ano (bosta por sinal) vai se tornar pura e meramente um bando de desconhecido que eu falei duas ou três vezes pra pedir uma caneta.  
Eu odeio fazer uma coisa que no outro dia todo mundo ta comentando e também odeio pintar o cabelo de roxo e todo mundo me julgar e rir de mim, mas caralho, o cabelo é meu, o gosto é meu também, e galera, pra surpresa de vocês, a vida é minha também!
Escola é uma merda. Fim. 

sábado, 8 de setembro de 2012

Não era eu.

Com tanta gente ao meu redor falando de mim mas não comigo, olho pra frente e te vejo. Te vejo como um imã que atrai meus olhos. Te vejo como deixei de ver vários por você. Te vejo e você está esperando por alguém que não sou eu. Você me olha e finge não ver. Não demonstra nenhuma reação. É indiferente.. como sempre. Você está na minha frente e eu te vejo esperando por alguém que não sou eu. Eu esperei tanto por você, poxa. Te entreguei meu tempo, minhas chances, minha esperança. Não te entreguei meu amor porque você não quis, mas se bem que eu deixei embrulhadinho pra você me chamar e eu ir te dar todo o amor do mundo feito um cachorrinho. Ela está vindo na sua direção e você parece uma criança ao ver um doce: realizado, feliz. Sabe, como eu queria ser ela agora.. Te dei o mundo e você me deu desculpas, como se nós dois fossemos algo impossível de acontecer. Não era. Está acontecendo aqui, na minha frente tudo o que eu quis pra mim, mas aquela não sou eu. Te vi esperando por alguém que não era eu. Te vi feliz com alguém que não era eu. Te vi beijando alguém que não era eu. Hoje percebi que você esteve mentindo para alguém, e claro, esse alguém sempre fui eu.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Aquele tipinho que toda menina conhece..

A verdade é que eu adoro criticar mas odeio ser criticada... Eu sei eu sei, é hipócrita da minha parte, mas como uma boa ariana, odeio estar errada. Nessa semana me meti em várias confusões, mas não pense que por isso me tornei uma pessoa que adora briga. Eu realmente não me tornei, eu sempre gostei. Não gosto de ver uma coisa errada e aguentar calada, eu falo e falo muito. Cara a cara, olho no olho, e se não der eu falo virtualmente mesmo, o que importa é não ficar no meu canto aceitando tudo o que passa por mim.
Odeio caras que pensam que por terem um pote de suplemento e 80 quilos de músculos no corpo se tornarão interessantes. Muito pelo contrário. Enquanto você tá aí parado em frente ao espelho assistindo a hipertrofia dos seus músculos, parece que esse se torna o centro da sua vida. Pareço radical? Pareço generalizar? Pois é isso mesmo. Direi isso até que me provem o contrário. Falta papo, falta cabeça. Cada vez mais os meninos que eu conheço vão se tornando os típicos meninos de festa: Vê, acha bonitinho e antes que ele abra a boca taca logo o beijo pra não desistir. É, meus amigos, se vocês acham que estão arrasando sinto deixa-los arrasados com tal notícia. Beleza, não vou mentir que dá uma presença a mais o rapaz ter o corpo legal, mas custa deixar os supinos, o whey protein um pouquinho de lado? Talvez eles pensem que têm um corpo tão irresistível que não vai ser preciso muita cabeça pra conquistar as menininhas. E estão certo, estão messsmo! Menininhas não querem conversa, só querem mostrar pras amigas que são boas o suficiente pra pegar um rapaz “cobiçado”. Sentem-se e leiam isso: Mulheres Não Vão Te Suportar Por Muito Tempo. É isso. Prefiro infinitamente um homem engraçado, que saiba manter uma mulher ao seu lado, que tenha uma cabeça legal, uma opinião formada sobre certas coisas do que um cara que de cinco mil tweets, seis mil sejam sobre como o treino dele foi “pesado”.
Falo isso não por que algum dia fui dispensada por algum “marombeiro”, não mesmo, muito pelo contrário. Sou exatamente o tipo de menina que eles desejam: bonitinha e com carinha de burra. Ainda bem que não tenho coragem nem paciência pra conversar com algum deles, quem sabe eles descubram que eu não sou tão burrinha assim né?
Por mim, vocês que façam suas academias, mas por favor não sejam estúpidos, não é só seu corpinho bem definido que importa. Não pensem que nós mulheres somos burras, talvez você que esteja sendo, querido passatempo.