grite o silêncio

O Desamor não pode ser fatal! :)
Karoline Lima. Tecnologia do Blogger.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Aquilo que eu senti hoje.


Eu sei lá do que eu quero falar, Zé! Não tenho mais inspiração nem paciência como alguns poucos anos atrás! Não tenho paciência pra falar de corações partidos ou alguma outra coisa que todo mundo anda falando por ai. To achando tudo tão imaturo agora. Será que eu tô amadurecendo rápido demais? Sei lá Zé, me ajuda. Eu só quero sentir mais vezes aquilo que eu senti hoje. Não sei explicar ou dá nome a coisa. É coisa da alma, Zé. Sentir o sol no rosto e no cabelo, deixando o último mais claro como se o sol se apossasse dele. Fechar os olhos e sentir o vento no rosto, no cabelo, entre os dedos... Sabe Zé, aquele clima de ar condicionado e seriedade não me agrada não. Sou do mato mesmo. Ou do mar. Quero tirar onda do que e de quem me deixa triste, quero correr de tudo o que me aflige. Seja aqui dentro ou lá fora. Quero correr na areia sem me importar se vai tá estragando as unhas caríssimas que aquela manicura me cobrou. Sei lá, acho que não fui feita pra sociedade não, Zé. Essa pressão de pré-vestibular ta me deixando maluca, então desconsidere minhas besteiras, meu amigo. Eu só queria uma vidinha menos estressante, menos coisificada, menos estude-pra-ter-dinheiro-e-ser-alguem-na-vida. Uai Zé, e eu sou ninguém, por acaso? Num sou não! Eu tenho nome, sobrenome e personalidade. Muita personalidade, por sinal. Quero viver do meu jeito, fazer o que eu quero. Olhe, tá aí uma coisinha que eu não gosto é de gente me dizendo o que fazer ou me dando ordem. Eu rodo a baiana, a pernambucana, a cearense e tudo o que for de mulher arretada. Quero aquela liberdade que eu senti hoje de manhã. Aquela sensação de que tudo na vida tá onde deveria estar, e o que ainda não tá, vai chegar logo logo. Aquilo foi quase uma personificação da paz. Eu quase a vi. Juro, Zé. Eu quase senti uma mão divina me acariciar a face e me dar um beijo de “tenha um bom dia”. E tive. Tive mesmo... Hoje eu acreditei em mim, Zé. Acreditei que eu sou boa o bastante pra viver só de mim. Acreditei que eu posso me permitir ser amada por alguém além de mim e que posso continuar sendo eu mesma apesar  disso. Não preciso mudar pra agradar ninguém, acredita, Zé? Quase inacreditável mesmo! Quem diria que alguém um dia iria se apaixonar pelo meu jeito chato e irritante de gostar de alguém? É quase piada pros meus ouvidos, que por sinal, estão agora escutando uma ótima musica que diz “Não, não chores mais.”. É claro que eu não choro, Zé! É claro que não! Eu consigo sentir quem eu sou agora, e poder ser eu mesma é quase tão bom quanto sentir aquilo que eu senti hoje. É sereno. É doce. É infinito.

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