grite o silêncio

O Desamor não pode ser fatal! :)
Karoline Lima. Tecnologia do Blogger.

sábado, 19 de maio de 2012

Relógio.


Uma hora a gente liga o motor e vai. Uma hora a gente cansa de esperar, uma hora a gente quer urgência, quer aqui, agora. Uma hora a gente deixa de olhar para o futuro. Um futuro incerto e coberto por promessas, coberto de adiamentos. Um dia a gente quer olhar pra dentro de si, olhar o que tem ali, o que a gente deixou pra escanteio, escondidinho, sussurrando um “hoje não, mas amanhã eu vou ser feliz”. Um dia a gente para de imaginar o amanhã, para de pensar no que não depende de nós mesmos. Um dia acaba a paciência. Um dia acaba, no outro começa. Todo fim é um começo. Um dia não tem vinte e quatro horas, tem a hora que você quiser. O tempo que você quiser. Termine o que te faz mal. Diga acabou. Só você sabe a força que tem aí dentro. Olhe para o espelho e diga “já chega”. Só é necessário um dia. Um dia desses qualquer você vai se olhar no espelho e se ver, se enxergar, se atravessar. Você é o dobro, é o triplo. É demais pra desperdício. Moça, você não é pra qualquer um. Moça, você não é pra qualquer dia. Tem hora que a gente cansa de falar de amor. Amor é surreal, é imaginário, é futuro. Amor são rugas, dedos entrelaçados e chá. Amor é relógio, é tempo, me desculpe, mas o tempo voa e eu não posso parar. Não posso parar pra ouvir o que me envenena, o que me empobrece. Eu quero mais de mim. Quero meu eu. Quero cem por cento. Já me doei demais pra pouca coisa. Quero presente. Quero presença. Quero utilizar cada minuto e me lembrar de tudo o que fiz daqui a algumas horas. Por que é assim, não é? É velocidade, tempo, espaço. São frases curtas pra não perder o fôlego. Pra não cansar. Afinal, o tempo não para e não é agora que eu vou parar.