grite o silêncio

O Desamor não pode ser fatal! :)
Karoline Lima. Tecnologia do Blogger.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

O que eu quero.


Eu estou perdida. Literalmente. Pra falar a verdade muita gente usa “literalmente” sem saber o significado real ou como aplicar a alguma situação, mas eu sei e repito: Estou perdida. Não pertenço a esse lugar e estou cada vez mais certa disso. Não nasci pra viver em um lugar onde aos dezesseis as meninas sonham com um namorado que as prendam em casa e que ajam como um dono ditando o que elas podem ou não fazer e pra onde e com quem elas podem ou não sair. Não me imagino trancada a alguém. Não nasci pra viver em um lugar onde os meninos se espelham em caras que têm como objetivo de vida ser bonito fisicamente, rico e ter qualquer mulher, muito menos em um lugar onde musica é sinônimo de vulgaridade e submissão da mulher.
Eu sonho mais alto. Sempre sonhei. Talvez impossível, que seja, nunca gostei de coisas fáceis: enjoei e enjoo delas. Eu quero ser independente. E pra mim independência não significa atingir a maioridade porque querendo ou não, eu ainda vou depender de alguém pra pagar meu aluguel por alguns (poucos) anos (sim, eu pretendo sair de casa o mais rápido possível). Eu pretendo fazer intercâmbio, conhecer idiomas, culturas, lugares, pessoas diferentes! Quero acordar de manhã em um lugar que eu não saiba pronunciar o nome e com pessoas desconhecidas, pegar uma bicicleta e sair por aí... ir à praia, aprender a surfar. 
Eu quero conhecer a Grécia! Ah, a Grécia... Sou a única pessoa que eu conheço que deseja ir a Grécia mais do que à qualquer parque de diversões famoso. Sei lá, é uma coisa que vem de mim essa minha atração pela cultura grega, pelo idioma tão cheio de mistérios, pela história, pela força que o território tem... loucura, coisa de vidas passadas talvez. Quero festejar até o meio-dia do outro dia e me divertir muito, sem ter alguém pra me dizer o que eu posso ou não fazer ou dizer, ora, eu não gosto de receber ordens, você ainda não entendeu? 
Eu quero sentir o vento no cabelo e a neve congelando a ponta no nariz, eu quero voar de asa-delta e nadar com os golfinhos, eu quero me aventurar! Não me importa se eu vou sair sozinha de debaixo da asa da família, tem tanta gente no meio do caminho pra eu conhecer  e me identificar! Esse é o problema de muita gente: Não acreditar que o mundo é grande o suficiente para abrir mão de certos lugares ou pessoas. Não que eu vá esquecer da minha família ou dos meus quatro ou cinco amigos, claro que não, a diferença entre mim e eles é que eu me acho suficiente pra abrir mão do meu mundinho monótono e me aventurar no mundo, na vida. Tem tanta coisa no mundo que a gente nem imagina e fica dizendo que não é boa ou não é confiável. Tirar suas próprias conclusões da vida é importante, sabia? Viver é aventurar-se, ter histórias, porque algum dia eu tenho certeza que alguém vai te perguntar o que você fez de emocionante na sua vida, e bom, eu já não tenho tanta certeza se você saberá o que responder.  

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